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November 15

Sandro, essa poesia vai para vc! Obrigada por sempre me fazer rir... Bjus no seu coração! Te adoro! =O*

Teor de poesia

 

Não sou eu... E é você?

Surtir noturno de vozes...

E não está ali... Não está ali.

Encontra, mas não quer...

E era tão mais fácil... Só correr.

Mas vai... Briga... E vai...

Deixa lágrimas... Vai ser para sempre?

Risadas... Tom de choro...

Melodia sem letra...

E está longe... Longe... Longe...

Vai dormir...

Sempre assim...

Inconstância na pressão

Impaciência na compreensão.

Sozinha... Solidão.

Pontos em uma reta... Teor de poesia,

Mas nem é teu... Meu?

Estrela apagada...

Sol, mas não aquece...

E o frio... Império de medo.

Saudade... Niilista e cruel.

Não há mais a noite...

Tudo tão diferente... Morre!

Tocar sem toque... Impossível.

E não está ali... Aqui... Lá?

Fuga eterna... E onde é?

Sem direção... Eternas perdas.

Não quero mais...

Arrependida...

Amedrontada...

É assim?

Embora... Fica?

Pede para voltar!

E volta... Mas muda!

Apenas ali...

Sempre, perfeição...

E não era verdade?

Lágrima...

Sorriso... Seu?

Entrelaça... Outra vez?

Ondula...

E já não canta...

Segurança extrema... Sua!

Começo vira fim...

O teu começo...

O meu fim...

Ângulo distorcido...

E transfere...

Último ato... Antes de acabar.

E não entende?

Sentimento dual...

Maior que amor...

Menor que ódio...

Limiar de dor...

Doce...

Surreal... Teu...

E termina assim...

No cantar sem choro...

Nada lacrimoso.

Teu? Meu?

E confunde...

Brilho de poesia...

Coração ardente em paixão

Menina desperta em mulher...

 

 

15/11/2005 (00:33)

 

November 06

Paixão perfeita pelo fim... Mas não há o começo! Apenas nuances tortas de um amar distorcido... O que é real numa mente que vive o imaginário... Apenas o horror de não saber, de nunca saber... =O*

Nuances do teu horror

 

Olhos cerrados... Sonhar acordado, outra vez amedronta, assusta

Desista! Outra vez, desista... Não há mais força... Fraqueza!

O luar que trás a dor profunda e sórdida: Chora!

É hora das estrelas... Mas onde está aquele brilho fosco?

Brilho estúpido, irritante, que na realidade nem brilha...

E a linha branca e reta faz tudo parecer maior....

Lábios pintados de lágrimas... Ácidas, brincam de machucar.

E o cantar reprimido... Falso como as tuas máscaras... Perfeitas!

Chuva negra tatua pontos em uma pele alva e destrói...

Contornos de horror... História de vida dolorosa que nem é tua, nem é real.

Pingos de sangue ainda dançam no joelho rasgado... Queda livre.

Queda de vergonha... Tão linda e humilhante... Ah! O Fim!

Poesia vaga, vislumbres de um cantar sádico, culpado... O teu cantar.

Confinamento de espinhos... Penetram macio na pele... Atire-se!

E sangra sorrindo: Seu momento, sua vida!

Vozes ecoam ao fundo, talvez uma outra existência... Tão longe!

Flores ardem sobre a chaga aberta... Faz parar?

E a queda é cada vez mais forte e profunda... Voa mais alto!

E não sente mais o chão... Não vê mais a luz... Nada mais é real.

Poder de escolha, mas o medo pinta seus nuances no horror da tua hora.

E a voz doce soa áspera como um pesadelo sem fim... Tão belo!

Mentira cega! Injusta... Leva mais para baixo... Lá onde não se pode ver.

Enquanto o negro absorve toda a luz estrelada da sua força.

Cheiro de morte... A morte em vida... Paixão suicida.

Solidão gentil que te livra da hipocrisia, que te livra de si mesmo...

E volta... Mais fraca, clamando pelo fim... Desejando o fim...

Reza outra vez... Acorda e ela ainda fala... Sussurra, canta!

Escuta... E a vergonha de te destruir faz a estrela brilhar...

 

06/11/2005 (16:38)

October 12

Hoje me deu vontade de escrever isso. Uns falaram que me auto-puno nesse poema... tb despertou sentimentos de medo... Mas escrevo como eu me sinto e tava assim!

Apenas mais uma noite negra

 

Dedos ávidos tocam esse piano imaginário que compõe tua música.

Unhas negras passeiam pelo lábio cortado pelo frio...

Mas nem o vento continua a soprar... Coração congela, mais uma vez...

Desejo insano, cortado... Palavras duras e feras... Sequer sentia?

Lágrimas ainda dançam na alma, sem jamais escorrer...

E era para ser assim? A culpa é apenas minha? Como acontece?

Num sonho anjos me cantam a realidade...

Mas ela nunca aparece... Pois sempre termina pesadelo... Nunca tem fim.

E as linhas tortuosas que dividem a sua sanidade se soltam...

Para onde olhar agora? Para onde correr?

E cantaste em sonho o meu medo? Mas era tudo tão ilusório...

E quem começou a jogar assim? Pele rasgada, punição ideal.

E a estrela já não pode te nortear e querias teu brilho?

Talvez seja outro sonho de medo... Ou nada disso seja real.

E me pedes o fim de algo sobre o qual não há controle...

E perco a sanidade e a lucidez, perdi a ti, doce anjo de meu cantar.

Nunca vai dar certo... Nunca será real...

Mas vês, não te peço realidade, apenas o cintilar dessa ilusão.

Não te peço a vida nem a alma que roubaste... Só te peço a verdade...

E a pureza de um amor vago... Desiludido... Dói tanto.

E querias que fosse assim? Como outra adaga na chaga aberta?

E o sorriso tímido escondido entre os cabelos que ainda teimam em cair...

Face encoberta que mostra uma mente de mistérios... Tão solitário.

E a música se compõe mais forte agora... Como em uma destruição!

Ah! Melodia intensa leva ao prazer extremo... E fecha os olhos...

Toca mais rápido... Teclas soam fortes como seu coração!

E alguma vez a batida dele se alterou? Frieza nesse olhar pálido!

Em uma lembrança talvez de outra vida... Mas está muito distante, escuta!

A onda bate outra vez... Aliteração no alterar de tua alternância, interna...

Mais um poema de dor, ou mais uma música de melodia fraca...

Só conhecida por aqueles que encaram a morte, com medo... Tenho medo!

E sua voz não canta mais, porque ela podou a maior realidade...

Não sinto mais... Não quero mais sentir... Olha lá hein?!

Ode ao teu desprezo... Só mais uma vez, em versos de confissão tola.

E é noite outra vez... Mas faz barulho outra vez...

Tampe os ouvidos e tente ouvir o ar entrar em seu pulmão...

Bate! Solta... Oco! Escute a música da solidão...

Com a voz mais doce para te ninar! Sempre será assim...

Sangra... Corrói... Arde... Mas é só seu medo outra vez...

Medo de ouvir ou de viver? Medo de estar ou de querer?

E controla o desejo como uma marionete de papel... A faca não machuca.

E o poeta só chora no poema...

Teclas brancas não brincam mais... Suor! Cansado da música...

Muito forte... Muito barulho... Pise com mais força...

Destrói o piano... Caído sobre as teclas, chora... Noite negra!

Amar negro, doença negra... Lábios negros... Apenas sangram...

E me conta a verdade no sonho de hoje...

Faz-me lembrar... E destrói a dor...

Apenas mais uma noite negra!

12/10/2005 (01:09)

 

 

October 01

Em homenagem a minha querida e melhor amiga Marília! Má amo vc muito minha linda.... Parabéns =o*

Perdido nas sombras

 

Perdido nas sombras de sua própria mente.

Respiração ruidosa e difícil é o medo crescente.

Tentativa frustrada de gritar, sua garganta se fecha, a voz não sai.

Quem estaria ao seu lado? Alguém agüenta tamanha dor?

Será que o amor se perdeu em um poema em que você realmente sentiu?

Ou talvez a aniquilação não tenha culpados e você seja mais uma vítima

Vítima sem causa, sem culpa e sem um culpado.

Vida cercada de pessoas, mas qual delas está ali? Ninguém se importa.

Será que todas elas são reais? Mais uma vez sua mente o engana.

Musicas de um passado remoto tocam na sua mente sem parar.

Lembranças de uma vida e de tudo que podia ter sido e não pode ser.

Talvez o mundo tenha que ser diferente, talvez ele nem possa existir.

Nada do que se sente pode ser real, se você não sente seu sabor puro.

Talvez dor e alegria não existam mais, e nem tenham existido.

Ilusão vaga de uma doença que nunca foi sua.

Um corpo que anda sem a sua alma, um corpo que não consegue desistir.

Seu sorriso alegre engana a quem não percebe sua existência.

Corpo grotesco, olhar sem brilho, doença apática.

E você é apenas como a velha história da destruição mental.

Você é apenas como a menina, morta aos 11 anos.

Assassinada com um tapa na face, um tapa mortal.

Você é apenas como ela, que não teve a covardia de morrer.

Agüenta o sofrimento, como um prêmio.

Você é apenas como eu!

06/02/2005     14:38

 

 

September 16

Esse poema é uma homenagem ao meu amigo Rai Rai... Obrigada por encontrar luz no meio da escuridão de tantas faces, meu querido! Que cada palavra de carinho sua seja triplicada e volte para ti! Adoro vc! =O*

Escuro lá fora

 

Mistério no olhar que jamais encontra o brilho do teu...

Queria que fosse assim esse olhar que clamas lascivo?

Tanta dor e tanto medo que em serpentes de terror podia te contar

Na chama do candelabro secreto de uma alma que não respira mais...

E surge... De repente...

E o nada faz sentido nas palavras que te afrontam.

Loucura em meio ao pranto quieto... Cala-te eternamente...

Assim como fez sempre, cala-te, pois és secreto teu desejo,

E é mais secreto o meu novo cantar...

Que chora, sangre e desfalece no teu colo,

A embalar o sono de alguém que não dorme... A cabeça dói!

Enigma em versos... Descobriste minha clareza... Ou seria escuridão.

E é tão tua que faz gritar! Conta-me uma história?

E se a história for de dor, deixa-me chorar contigo...

Ah! Só a dor une espíritos que não tem mais caminho...

E a saída está fechada pelo medo... Mas não se teme mais a dor!

Apenas o fim do niilismo e o fim do que não existe!

Lua na noite escura, pedaço de alma perdido...

Eis meu brilho no escuro lá fora...

Lanterna acesa, brilho fosco, apenas para guiar. Mais uma vez!

E encontra a verdade em meio a mais mentiras...

Está tudo bem agora? Fase passageira?

Relance... Vislumbre eis a sua doença.

E nunca é linear, nunca é reto...

E meu corpo despido de máscara olha outra vez.

Apenas para machucar? Nada é perfeito...

Mas é na imperfeição que encontra tudo aquilo que achas perfeito!

E para ti o mundo é novo agora?

E para ti a dor diminui a cada sorriso?

E para ti nada é real?

E tua presença faz minha alegria voltar...

Fresta de luz no escuro lá fora...

Fecha a porta ao sair... Mas jamais vá embora!

 

15/09/2005 (14:40)

September 13

Cris, essa é minha pequena homenagem a você, doce amigo que me faz ficar tão alegre quando eu estou triste! Um beijo a ti queridinho! =O*

Estrelinha

 

Distante... Por que tudo parece longe? Por que tudo parece vago?

Escuridão que faz perder a vontade de respirar... Ar denso...

Mas és chama viva e forte, que minh’alma negra acende.

Estrela sem brilho... Mas por que ela não ascende para ti?

Poder de fazer-me sorrir... Essa é apenas tua vida?

Coração partido! Milhões de pedaços estão no chão... Ainda...

Mas a verdade do teu amor – e seria apenas sincero?- engrandece.

E onde está toda dor agora? Passou... Ilusão.

Mas és o amigo doce, e apenas chora sem poder tocar!

Estrelinha tua que ainda brilha... Mas roubaste brilho do teu sonhar.

Em versos de puro carinho escolheste tua estrela. A mais imperfeita...

A mais fosca de todas as estrelas... E tens só para ti o brilho, agora.

Clamas anjo ao teu coração imperfeito... Mas o anjo ainda dorme...

A dor destruída desfaz-se em linhas paralelas... Tão doces.

E és tu que está agora a contemplar o momento final. Sozinho!

E por que tem que ser tão longe? Por que a distância machuca?

E se te ouvir ensina o que não posso aprender, por que não te escutar?

Pureza de olhar que nem se cruza, mas encanta... Encanta e muda!

Mas o que pode mudar? Apenas não é a mesma coisa!

Caminho tortuoso e sem direção... Espíritos livres.

E o sonho de estar ali, pra te fazer sorrir, te ouvir chorar...

Qual a brincadeira de hoje? Qual o motivo de minha alegria hoje?

E a poetisa ainda brinca com as palavras num amanhecer noturno...

Destruição de um coração que não bate mais...

Mas desperta a cada elogio doce de teu brincar... Confissão sagrada!

E em versos brinco de te fazer sonhar...

Pois tu és o amigo que leva a dor embora e trás o brilho...

O amigo que escuta o tormento e chora... Outra vez...

Pois tu és meu amigo mais doce... E sou a tua estrela... Estrelinha...

E o brilho roubado de teu sonhar te protege...

Outra noite, outro escuro... Outra vez...

 

13/09/2005 (23:45)

September 07

Novos sentimentos, nova busca... Quem está sob o comando da mente insana agora? Eis que a rainha da ilusão mórbida canta seu horror agora... Qual desses pedaços de vidro fosco sou eu? Onde me perdi? Lost... only alone!

A dança

 

Queda livre para dentro de si próprio... Outra vez essa dor!

Vôo noturno, asas quebradas... Onde está o anjo agora?

Cheiro rançoso de morte, cheiro de rosas mortas... Eis o anjo decaído!

Lágrimas delineiam esse contorno obscuro e intocado.

Máscaras giram ao teu redor, num rodar frenético que deixa tonto.

Gotas de sangue dançam pelo antebraço... Desenhariam palavras?

Mãos ondulam em busca de algo que não se pode tocar...

Brilho ofuscado, olhar arredio... O que temes agora?

Gritos, apenas mais gritos da pura paixão que te destrói!

Vem lágrima doce... E corrói a minha face outra vez... Ode a destruição!

Dilacera a alma doente... A alma morta... Destrua o anjo hipócrita...

Hipocrisia falsa, porque dói mais uma vez... Porque ele chora outra vez...

Porque ele se destrói outra vez... Porque é o fim, outra vez...

Lua se esconde! Olhar perdido na estrela que não brilha!

Apenas para sangrar... E cala a voz que embarga... Ela pode te machucar.

Unhas deslizam sobre a pele... No arranhar que te excita!

Arrepia a pele intocada. Crave as unhas negras... Forte! Geme sussurrando!

Vem poesia mórbida e encanta a noite escura que fez de minh’alma.

Dança comigo, poetisa da ilusão... Dança do modo que seduz...

Faz do delírio da tua ilusão a música que guia tudo aquilo que não és.

Dança... E esconde a face que te envergonha, pois a estrela reina agora.

Ria da beleza do sorriso ameno por entre as lágrimas do coração quebrado.

E que o teu sorriso seja o mais belo na tua hora mais escura!

Em meio a segredos que cortam como o vidro fosco em que te esconde... Cai!

E a estrela sorri outra vez... Ela lambe o sangue do seu corpo...

Sugando cada sentimento puro... Enquanto ri do terror de um anjo.

Sabias que ia ser assim... Deixa-o voar alto que dói cada vez mais.

Vem estrela da salvação... Estrela que corrompe os céus em ultraje!

Estrela do medo, estrela sádica... Ascende estrela que controla o escuro!

Estrela sem brilho, estrela da destruição... Apenas ame-o... Mais uma vez!

E seduza-o com a tua dor inevitável, que o livra de si próprio.

Encontro de corpos inseparáveis e dualidade de conquista!

Vem dor pura... Vem dor de nuances coloridos... Dor que destrói.

E que teu sabor puro e cítrico escorra pelos lábios que não são mais teus.

Arde a pele rasgada pelos cacos do teu espelho destruído.

Vidro que reluz um brilho que nem é teu. Vem dor, só mais uma vez...

E enleva o espírito do anjo ao patamar da tua estrela sem sentimentos.

Estrela que mata a alma... Dor pura só tua, mais uma vez, só tua... Chora!

Chora porque é só teu o momento final... Chora a tua destruição, anjo meu!

Vem pesadelo que povoa a noite solitária e escura... Vem sonho de terror...

E acabe com a hipocrisia de sua nova ilusão. O anjo está morto agora...

Não há salvação? Eis que a estrela reina no teu império de medo!

E latente o horror do prazer sádico clama uma nova liberdade

Luta? E dói outra vez... Mas a chuva não cessa e acaba mais um dia...

Apenas clame teu fim próximo e dorme... Dorme outra vez anjo destruído!

 

07/09/2005 (15:03)

August 21

Não sei oq q me deu... tava afim de escrever e saiu isso! Dark_star vence mais uma batalha? Ou será apenas solidão? Uruba, meu querido amigo, obrigada por tentar me entender! Esse dedico a ti! =O*

Face oculta

 

Rosto pálido, unhas fincadas na carne...

Outra vez sozinha, abandonada, deixada de lado... Suja!

Debater-se nas paredes desse confinamento... Insanidade mórbida!

Outra vez a estrela rouba teu brilho, outra vez são lágrimas de sangue...

A escorrer pela face que não podes tocar! Face a ocultar-se.

Onde está a realidade agora? O que esconder? Nada é secreto!

Mas eis que tudo é teu segredo... Escancarado, apenas manipula!

Olhar de medo? Mas onde buscar o medo de uma alma sem vida?

Na oração hipócrita de mais uma voz? Como a luz é vaga!

Jogo insano em busca de algo que criaste, para fugir... Apenas para fugir!

Vem beijo doce, que busco no teu lábio... Vem me encontrar!

Outra vez quebra meu coração... Destrói agora a força da ilusão!

Pecado de um querer sem força, outra manipulação!

Sonho proibido! Porque fugiste do que não conhecia?

Pulso ferido, estrela em cada olhar... Outra vez és tu o despertar de um anjo.

Loucura, insana... Faz-me gritar! Como é doce meu chorar!

Morder cada parte de um lábio... Sangue impuro!

Anarquia de pensamento... Adagas fincadas no coração jamais ferido!

Escutas a súplica agora... Cantar baixinho no teu ouvido...

Mais um olhar carinhoso... Mais um falso chão para apoiar-se...

O fim parece próximo... Mas qual é teu fim? Qual é meu fim?

E a poesia sai sem parar...

Cantada por lábios que ainda murmuram teu nome... Secreto sem segredo!

Sentida pelo corpo que clama pelo teu... Desejo proibido!

E sinta o sangue que escorre do confinamento na leveza desse chorar...

E sinta a chuva molhar teu corpo... Como te segredei meu desejo!

Deixa-me clamar teu nome em outro sonho... E te contá-lo baixinho!

Realidade desperta para mais essa dor... Nunca acaba...

Grito que ecoa em uma mente... Grita! Sangra! Pára! E não consegue ver!

Não pensa mais! Apenas age... Choro compulsivo! Vontade compulsiva!

Ecoam vozes... Para onde fugir? Não há mais saída...

Desespero que busca a quietude da dor... Mas um braço arranhado...

Aperta as unhas na carne, mais forte... E sinta-a entrar na pele, destruindo.

Faça teu lábio sangrar, eis a dor que te excita! A dor que te faz gemer.

Mostra tua face oculta, em meio à doença hipócrita que te consome.

Em meio a esse olhar falso que te rodeia... Em meio à perda...

A perda que te fez sangrar outra vez... E sangre pela tua verdade!

Tanta verdade cuspida em tua face... De quem é está voz?

A voz que temeu ouvir, mas que te faz apaixonar-se...

Amor doentio pelo algoz que te massacra! Masoquismo... Sádico amor!

E na busca frenética por um lugar para pertencer chora... Para onde ir?

E morre na iminência de um beijo jamais selado... Destruído apenas...

Demonstrado... Em busca da ilusão...

Apenas em busca da sua ilusão...

Apenas mais uma ilusão!´

 

21/08/2005 (00:16)

August 09

Esse poema eu escrevi para um amigo meu que costuma elogiar muito o que eu escrevo... Brigadinha Luís! Eu sempre pensei que valeria a pena mostrar tudo o que eu sinto se alguém mais se identificasse... Obrigada mesmo!

Dualidade

 

Olhos perdidos em um ponto que ninguém consegue ver.

Lábios tímidos murmuram palavras incompreensíveis,

O que te leva ao ódio extremo? O que te faz queimar?

E a alma em queda livre busca esconderijo na dor.

 

Eis que o pássaro, enjaulado, bate as asas nas hastes de metal,

Firme, fixo, frio, férrico... Aro que machuca até sangrar.

E a porta da liberdade sempre esteve aberta. Não há chave!

Mas a sua liberdade está no confinamento, imaginário... Sua tortura!

 

Contemple as estrelas sem brilhos, que sequer são estrelas!

Outra vez o anjo morto se decai por palavras feras, gritos de horror ecoam.

Encontra o senso de gritos mudos no abandono de si próprio,

Em uma fuga na qual manipula teu próprio ser... Essa é você!

 

Vozes sussurram em teus ouvidos palavras doces e mórbidas...

Sozinha e confusa, ainda finge não escutá-las? Estrada para o fim!

E tão falsa... Nada do que você sente é real... Poetisa da ilusão.

Firme, forte e fosca... Nem sabe mais quem és tu!

 

Dualidade dentro de si... Onde foi que você se perdeu?

Batalha entre algo que você mesmo criou... Sua dor... Pulsa e sangra!

A realidade e o sonho machucam algo que você nem entende o que é,

Lágrimas de sangue mancham o vestido alvo da tua alma impura.

 

Desejo do fim que irá te salvar! A destruição te excita.

O sangue escorre mais uma vez... Sangue covarde, colhido com beijos.

Qual teu maior medo... O teu confinamento ou tua liberdade?

E nesse prazer sádico lambe o sangue que jorra de teus pulsos... Desejo!

 

Unhas negras mancham-se com a acidez de teu chorar calado.

Fere teu próprio rosto para esconder a chaga da tua alma.

E torna doce o teu beijo mais falso... Torna-o tão doce quanto teu sangrar.

Ode a hipocrisia... Cada vez que manipula um sentir diferente.

 

Sorri agora, com o medo que te envaidece, a mentira que te afaga!

Sorri com a faca escondida nas costas e o pulso cortado.

Sorri no teu último momento de dor – prazer, puro prazer.

Sorri e continua teus sonhos, doce anjo decaído!

 

Gabriela Rampazzo

26/07/05 (21:27)

July 28

Poema não postado como foi escrito inicialmente, mas como foi recitado, pois só com a tua doce voz, anjo meu, ele pode ser perfeito... E em versos faço-te a mais pura declaração... Te amo!

Últimos Cantos

 

Doce poeta despertaste meu cantar com teu amor.

Por que juraste teu amor se sabias que eu era impura...

Se sabias que eu era imperfeita?

Fiz-te meu anjo para te roubar para mim, apenas para mim...

Mas sei que jamais podias me pertencer... Liberto teu espírito!

Feras palavras rasgam meu peito agora... Dói pensar em ti.

Saber que te perdi me faz chorar, de novo... Escutas o meu respirar?

Grito ao mundo que és o mestre da minha ilusão – e és real?

Use o meu amor que só pode ser teu, anjo bom...

Que só pode pertencer a quem entreguei meu coração para sempre!

E me dôo a ti cada vez que confesso que te amo, em segredo.

Mas hoje o pranto rasga a face que queria apenas tocar a tua...

Mordo até sangrar os lábios que ardem por encontrar os teus...

E o frio de um corpo que clama por estar junto ao teu...

Eis a escuridão, a sombra de uma alma perdida sem ti!

Ah! Amaldiçôo a névoa desse dia tão frio... Dia frio... Dia de solidão.

Eternidade para te encontrar... Segundos para te perder...

Qual a verdade em sua alma? Quais segredos ela me esconde?

Doce namorado, a chaga de um amor insensato destrói minha alma agora...

Apenas tens que ir! Porque já não sabes como viver... Sem escolha...

E então vais embora!

Deixa-me chorar de amor na madrugada fria... A mesma que me fez te amar.

Mas não posso te esquecer! És parte de mim agora... Preciso de ti!

Entre segredos contados, te fiz meu anjo secreto... Fica comigo?

Ainda recitas a oração que me faz chorar... Canta para mim!

E porque te ouvir assim de perto quase me destrói?

A alma parece leve? O que levaste com tua partida?

E não ouso mais clamar teu nome, em sonhos que segredei a ti!

Procuro o abrigo do teu amor no tom da tua voz...

Aqueço a esperança de um dia estar ao teu lado no calor do teu sorriso...

Enquanto morro por escutar-te dizer que me ama – baixinho...

E ah! Tão perto que sinto teu respirar em minha nuca... Desejo-te!

Mas por que não seca as lágrimas que caem agora?

Chorar por ti, por teu amor que não pode me pertencer.

Estou com medo agora! Por que não pode estar aqui?!

E selar esse amor profundo com um beijo roubado... Puro como tu.

E eis que gemendo baixinho temo te perder – Não vá, não agora!

O medo faz ficar escuro! Preciso da tua luz, anjo meu!

O medo de doer... Mas como já dói!

Dá-me tua mão e me abraça, pois só assim me sinto viva!

E eis que ressurge meu sonho de te vigiar dormindo...

Velar teu sono e te fazer carinho... Devagar, para que não acordes!

Beijar tua face... Tua boca... Teu pescoço... Tua nuca...

Deitar sobre o teu peito a observar estrelas... Apenas nós dois e o céu!

E te ouvir contar histórias lindas, só para mim!

Fazer-te acordar com cócegas e ver teu sorriso que me faz delirar.

Tua cara de sono a esfregar os olhos... És meu sonho!

É então que o luar me desperta com seu feixe de luz roubado!

E sei que não te terei ao meu lado... E é então que o tempo pára!

Mas ele não passa sem ti! Quero-te!

E tens os últimos versos de um amor que o poeta entregou apenas a ti!

Dorme agora anjo amado... Para sempre vou te adorar!

Deixa-me sempre secar tuas lágrimas doces... Para sempre vou te querer!

Deixa-me te roubar para mim... Para sempre vou te amar!

Eu te amo!

 

Gabriela Rampazzo

26/09/2005 (00:20) 

July 23

Um poema q retrata um coração em conflito... Mas não por estar dividido e sim por amar pelo simples fato e prazer de amar... Que não pede nada em troca... E sangra a sua própria ilusão! =O*

Coração perigoso

 

Como é doce seu olhar tão perdido

Entre o vento e o tempo

Não, não posso te tocar, anjo meu.

Nosso destino não se cruza na hora do beijo

Mas me amarga saber que você jamais será meu

Queria poder te pertencer apenas a você

Quem dera ter tua presença tão animada ao meu lado

Não cultuo mais o sosismo por te conhecer

Eis que seria meu anjo secreto?

Povoaria meus sonhos?

Somente você não pode ser meu anjo

Podes me tocar em um sonho

Mas qual seria o sentimento que você me desperta?

Segredo! Jamais posso te contar

Mas roube a minha verdade, desvende minha ilusão.

Em um beijo selado por almas apaixonadas

Mas a paixão é vaga, apenas, não pode ser real.

Então me rouba o coração e o prende apenas para brincar

Mas não podes mais brincar porque meu coração já te quer

Então pare de fugir do que não pode ser seu

Deite-se e em seu sonho deixe minha ilusão te levar

Roube a ilusão de um beijo nunca roubado

Mas que eu roubo do teu pensamento

Lábios unidos por um desejo surreal

Corpos puros, talvez pelo sentimento mais doce.

Não, não posso desejar sua mente, seu coração e seu corpo.

Mas porque me domina então?

Porque invade uma mente que não se controla?

Eu clamo o nome de uma nova ilusão.

Por que me domina, se não queres me pertencer?

Doce sentimento que me faz adormecer.

Sonhar contigo, para a saudade florescer.

E eu tento te conquistar, mas o coração é perigoso.

E não posso usar poesias para sempre

Mas queria ver o brilho do teu olhar

Ao se encontrar com o meu, na doce proximidade.

Pureza de sentidos, vagos e ansiedade.

Corações a mil, face a face.

Roubo-te um beijo, pois essa é a poesia perfeita.

A que quero escrever nos teus lábios

E assiná-la com meu doce amor no seu coração

Eis que um dia serás meu e eu tua

Porque meu poema já te rouba o coração

E teu beijo consegue roubar o meu.

July 06

Poema de um dia em q eu estava muito, mas muito brava... É triste pensar em ilusão, mas ela é a real guia... axo =O*

Unha na pele, faca na ilusão

 

O cabelo esconde os olhos, que ainda, sem lágrimas, choram.

Outra vez a mesma dor? A ferida que nunca fecha...

A chaga eterna de uma mente corrompida por algo ao qual você se condenou.

Outra vez o mesmo erro, o mesmo grito mudo e cego.

Mas nem se ouve ela chorar... Desespero!

Dói, dói e sangra outra vez... A dor nunca passou!

E senta outra vez num canto escuro de sua mente. Perda do controle!

Pára! Uma voz ecoa da alma negra... é tudo que sempre se quis falar!

Mas estou com medo? E agora, não há volta!

Argumentação... Ela é boa nisso, mas você sabe até onde dói.

Outra ferida aberta... Voar ao passado apenas para julgar!

Mas não se deve julgar ninguém, essa é sua história!

Não agüento mais... Outra verdade imposta com o dedo em riste!

Essa é sua verdade e se torna eterna quando ela se cega.

Olhos fechados! Saia daqui! Preciso ficar sozinha.

Palavras como facas afiadas apunhalam suas costas e sua face!

Dê a cara a tapas pela hipocrisia que você criou. Ela é apenas sua!

O seu escudo de proteção tornou-se fraco... Mas a realidade te seduz!

Não! Não quero ser sedada... Preciso sentir cada horror nas palavras.

Pílulas que te deixam alegre, mas você não sente o sangue pulsar.

Não sente a dor em gritos ásperos, não sente sua alma dilacerar.

Unhas afiadas rasgam a carne. Ela não agüenta a dor interna.

Sinta seu braço sangrar para se livrar de uma culpa que não é sua!

E acaricie-o para amenizar a dor de um abraço nunca recebido.

Carência? Afeto que nunca foi dado, recebido... Ela não sabe amar!

Sonha com um mundo surreal. Mas a verdade a assombra!

Fantasmas de um passado que nunca existiu rondam agora.

E a sua voz tão fraca cessa de medo. Medo de nunca parar.

Pele rasgada... Esconda o sangue em um poema.

Segrede-o apenas a uma folha de papel alva e seca.

Pura para que a impureza de seu sangue seja limpa.

Seca para que lágrimas de cristal a manchem em sua queda brusca!

Não se ouve mais o cantar de um anjo à noite!

Ele apenas calou desejos insanos em um beijo imaginário!

Escuta-te a voz num sonho... Dizendo adeus sem partir!

Gabriela Rampazzo 26/03/2005 (03:02)

June 14

Um poema que eu curti até... Sei lá, as vezes é escrever para desabafar... Principalmente quando você se sente sozinha...=O*

Hipócrita

 

Palavras escritas em folhas em branco parecem demonstrar a força

Força de um sentimento descomunal, de uma raiva inflamada.

Mas qual a chaga real de uma poetisa, hipócrita por opção?

Que chora a cada mentira contada como se ela pudesse te salvar.

 

Coração doce como o mais puro mel.

Mas perigoso como uma adaga afiada e pronta para atacar.

Qual a intenção real? Seria o choque? Ou talvez outro jogo?

Reais palavras de um amor que jamais existiu.

 

Coração de gelo, amor congelado.

Quando começou essa manipulação? Quando você percebeu?

Nenhum dos sentimentos de ódio pode ser real, a indiferença apenas.

Não se pode odiar se não existe o amor, só antônimos existem.

 

Poeta não corrompa mais uma mente que é pura e nova.

Menina, pare de ser o que não é, mate a estrela negra.

Mate a estrela negra, que jamais existiu.

Criada apenas para a manipulação e que usa a sua força como prêmio.

 

O anjo decaído que se esconde por detrás de asas que você destruiu

O único anjo que existe em sua alma, eis que ele era real.

Mas a estrela o corrompe e você não pode ser mais apenas ele.

Destrua a sua estrela e chore lágrimas sentimentais outra vez.

 

Lábios se ressecam por palavras ásperas que soam como gritos.

Mas as mãos não cessam de mais uma hipocrisia, mais mentiras.

Aniquilam o anjo preso na sua alma enfraquecida, você se prendeu.

A alma está escura pelas partes mais azuis de palavras em sangue.

 

Rasgue a culpa com as unhas afiadas que te dominaram outra vez.

Ria de um passado que nunca foi seu, você apenas simulou.

Para que mais uma manipulação sem razão? Qual seu motivo?

Apenas a desculpa de um caixão no lugar do coração e alma de mortalha.

 

Ninguém pode vê-la chorar em seu canto secreto.

Rastejando num chão coberto por cacos de vidro transparente.

O vidro sujo de um sangue que jamais escorreu, um sangue puro.

A verdade de uma busca que ainda não começou, mas se mostra forte.

 

Alguém poderia entender o sofrer de uma alma que não sofre, mas simula.

Se o sofrimento apenas fosse explicito em palavras e não atos imaginários.

A poetisa se tornou a sua primeira realidade e você começou a fingir.

A hipocrisia domina sua vontade e nada do que você pode escrever é real!

 

06/02/2005 15:17

 

June 04

Para comemorar o aniversário do Edu, meu querido amigo de Portugal, aki vai uma poesia DELE!! Apesar de ele ser um dos melhores poetas q eu já vi, ele não se acha bom... Edu, feliz aniversário... Beijos da tua fã brasileirinha! =O*

Viagem alucinante

Por paisagens tenebrosas

 

Luzes trepidantes ladeiam a tua fuga desenfreada de ti próprio,

de dentro de ti para o mundo alterado que te enleia;

Os suspiros sussurrados aos teus ouvidos serão gargalhadas irónicas? Ou choros descomedidos?

Palavras amigas

ou armadilhas encobertas?

 

O cenário desfaz-se em farrapos, os farrapos em linhas

E as linhas serão caminhos? Um caminho que te conduza... lá?

 

E se perguntares aos outros actores?

Será que se esquecem alguma vez do seu papel?

Afinal também tu, perante o espelho, adivinhas também a tua máscara,

Sorridente, chorosa, surpreendida

Falsa como tu

Como o teu papel

e como as palavras.

 

Acorda e...

Esquece!

 

(Por um momento esqueceste o guião

Mais uma “gaffe” e convidar-te-ão amavelmente a retirares-te

Do Teatro).

June 01

Gente, uma poesia muito fofinha e de love love!! Adorei ela e fala sobre um coraçãozinho que dói pq a pessoa amada não pode estar do seu lado, por mais q vc deseje isso... Eh guti!=O*

Apaixonados

 

Já sinto o brilho do sol... Mas não senti a noite passar...

Talvez por estar ao teu lado, doce anjo que me acompanha na noite

Por que ao teu lado não vejo o tempo passar.

Apenas o sorriso de breves momentos em que te tenho para mim.

Dói pensar que não podes ser meu... Como pude me apaixonar?

Sonhar em estar ao seu lado, acordada... Ensina-me a te esquecer?

E o som da tua voz a dizer que me adora... Posso te amar?

Quero-te só para mim, doce namorado.

Mas meu amor te condena a prisão! Por favor, não chores!

A decisão é só tua, pois meu pecado é te querer.

Clamando entre suspiros apaixonados, temerosos do seu ouvido.

O sono foge apenas para manipular teu sonho... Sonha comigo?

E o medo de jamais encontrar seu abraço... Tenho medo!

Lágrimas que sangram num coração apaixonado... Chora por mim?

Doloroso amor, não és mais minha ilusão. És real como as rochas,

A rolar em águas turvas no mar de inverno, apenas como nós.

O despertar de um sentimento novo... Mas nem nós o entendemos.

E podes perdoar a inocência de um coração puro ao amar?

Doces apaixonados em seu canto de dor... A distancia mata!

Segredos e promessas escritos em olhares nunca trocados... Olha para mim!

Um sorriso que apenas as almas entendem... Rouba-me os sorrisos.

È na inocência desse amor que me perco, sem saída.

Alguém mais acredita? Loucos, apenas apaixonados, sem razão.

Meus olhos buscam amor nos teus... Mas eles não podem se encontrar.

O tempo, vento sem som, causa a tormenta, que tu não vês!

Em sonhos secretos te confesso meu amor... Deitarias ao meu lado?

E te roubo o beijo, prova do amor não selado... Faz-me dormir?

E ao teu lado tudo muda, fazes-me sorrir... Vela meu sono?

E ainda queres provar o gosto do meu amor, entregado nesse beijo?

Sonhas com o poeta ou com a menina? Ou apenas os confunde?

Entrega teu amor, mesmo sabendo que vais ter de sofrer calado?

Infâmia aos céus te amar assim.

E em versos meu amor é cantado... Adoro-te como a vida!

Mas sabes que ele é cruel e te machucará... Amo-te com certeza da morte!

Encara as diferenças de um inocente... Namora comigo?

 

06/05/2005 (4:38)

May 26

A pedidos do meu amigo Fernando, vou atualizar meu blog hj... Uma poesia meio velha, mas não tô tendo tempo de passar outras para cá! um beijo gente =O*

Paredes do sofrimento

 

A alma repleta do ódio puro que cega os olhos

A mágoa domina o espírito cansado da dor e da angústia

Enquanto o coração dilacerado chora e sangra

Por todas essas lágrimas que contornam lábios doces e frios.

 

Você conseguiu conquistar a confiança de um coração puro

Deixei você ter o meu coração jamais tocado, lhe dei a parte mais pura

Suas palavras de um falso amor me acalmam em pranto desesperado

Enquanto sofro dessa nostalgia sentimental hipócrita

 

Você se apaixona sem ao menos saber amar

É a cicatriz que se abre, é a ferida que sangra e queima

E apenas tento entender o que te leva a destruir um coração

Amarias meu ideal de dor e sangue se vivesse com ele constantemente?

 

O construtor tem que continuar a sua obra prima

Constrói paredes cada vez mais altas e fortes, barreiras intranspassáveis

E você sufoca, sufoca e rasteja em meio a pregos e aço que machucam

Em sua inútil tentativa de escapar de seu confinamento

 

Dopado com mais pílulas, para que você não perceba o tempo e a dor

Seu corpo resiste mas a alma não agüenta mais

E as paredes crescem e sufocam cada vez mais

Mas você não consegue jamais se libertar dessa prisão.

 

Amar da maneira mais forte e doce, amar como o mais puro hipócrita

Enquanto ouço a voz doce dos ateus recitar a prece mais fervosa

Continuo a escrever esse romance mórbido e sem sentimento

Por não ter mais nenhuma escolha por não ter como fugir.

 

Pensando que tudo vai mudar, mas as paredes continuam a crescer

Estão cada vez mais altas, agora não há mais como escapar

Os velhos livros nada ensinam

Quando não há luz para entendê-los

 

Esperanças falsas, ilusões de um coração surreal

Não há como iludir alguém sem que se iluda a si mesmo

Não podem haver toques dentro das muralhas

Não pode haver amor para os que não tem coração

 

A sua hipocrisia continua nesse jogo onde você sempre é o perdedor

A confusão aumenta, o conflito e cada vez pior

Mais pílulas são necessárias para te esconder da realidade que não é sua

E você precisa sangrar para sentir-se vivo

 

A resistência acaba, você não pode agüentar mais

Mas a mentira é conservada, a mentira perfeita, que engana sua mente

Eis que você é o perfeito exemplo

O exemplo da imperfeição realista.

 

Agora você está trancado para sempre, nessa jaula mental

O medo e a asfixia dominam, o escuro cega seus olhos

Você não pode lutar contra aquilo que não vê, aquilo que não sente

Você apenas teme, teme a barreira do construtor.

 

As paredes sufocam e matam aos poucos

Enquanto a dor e a angustia aumentam a confusão cresce

Acabaram-se as pílulas, não há mais como impedir o fim

Sua alma e coração desistem de tudo o que os prendia

 

É na sua queda que você descobre que é o construtor

E sela as paredes com o aço impenetrável

E seu medo deixa de ser o de sufocar, você quis se esconder

Seu medo agora é o de sair das paredes que o torturam.

May 21

O que fazer quando quem a gente quer não pode estar ao nosso lado... Ou quando esse alguém apenas desiste? Lágrimas rasgam a face, machucam demais... A alma vai sangrar para sempre, mas o amor é sincero demais... Apenas sincero demais e tem q voar... =O*

Ao meu lado

 

Povoe meus sonhos com tua imagem hermética

Roube todo minha alma com teu beijo puro e secreto

Faça de meu coração a morada do teu amor incondicional

Mas não posso tocar sua face angelical

A distância nos separa com a ferocidade de um adeus

Você não pode estar aqui ao meu lado!

Você não deve estar aqui ao meu lado!

Tenho um coração perigoso, que fere aquilo que mais ama.

Não posso abraçar seu corpo sob a noite estrelada

Você não quer estar aqui ao meu lado?

Você morreria apenas por estar ao meu lado.

Mas eis que dentro de meus sonhos posso amar a ti

Em segredo, entre beijos secretos, oníricos.

Nasce esse amor sincero e feroz, que me domina

Na forma sonhada por Eros, pura e limpa

Amor irrealizável, pois não posso te roubar para mim.

Você nunca poderá estar aqui!

Você é feito de sonho, de ilusão.

Sei da dor de se iludir em um amor proibido,

Mas te quero mesmo assim, apenas para mim.

Você não pode ficar mais aqui, meu coração sangra.

Você não quer estar aqui, seu coração foge.

Então preencha a minha alma com tua historia de ilusão

Engane minha coração com esse amor secreto

Proteja-me dos perigos do meu coração

Segrede-me seu beijo mais doce

E sejas para sempre meu, apenas meu.

 

21/05/2005 (03:19)

May 17

Bom, mais um poema novo... Esse fala de amor... Mas é um amor irrealizável e secreto e, por isso, é triste! Eis a resposta à mais bela das orações! =O*

Madrugada fria

 

Ávido por toques que não podes receber, delira em sonhos proibidos,

Sonhas com o anjo que fizeste teu, em orações secretas.

Insano poeta, desperta meus sonhos de menina com teu cantar.

E aquece minhas noites ta geladas apenas com tua voz,

Doce, calma... Apenas linda! A voz que me faz ninar.

Clamo teu nome em meus sonhos... Mas podes voar até meu leito?

Sentir meu respirar, tão profundo (como ouves sem querer),

E profanar o beijo puro de lábios que ardem por se encontrar?

Apenas fecha os olhos, anjo meu, e escuta o meu cantar...

Imagina-o sussurrado em teu ouvido, baixinho, quase como um sopro,

Que toca teu coração e arrepia teu corpo, como um toque de carinho.

Deixa-me arranhar teus lábios e despertas o desejo mais secreto...

Roubaste o coração de um poeta, que apenas sabe te amar.

Fiz-te anjo do meu amor em palavras... Deixa-me te beijar?

Fiz-te dono do meu coração em sonhos... Deixa-me te querer?

Fiz-te meu namorado em segredo... Deixa-me te namorar?

“O que te fez chorar, meu anjo?”... Eis a curiosidade que temia.

Sentiste lágrimas em meus olhos, rolarem sinceras, mas duvidas...

Tocaste minh´alma com tua oração, ó anjo doce... Quero a ti!

Profanaste um coração ingênuo de menina... Ele é teu agora.

Devota-me tua fé, tão linda, tão tua... E apenas me ama agora!

Com beijos tão surreais consertas um coração destruído

Cuidando de cada um de seus pedaços, rouba a minha dor para ti.

E sofre no meu lugar, porque não suporta me ver chorar.

Mas fazes me delirar de amor com teu canto belo na madrugada fria.

Ah! Não existe mais temor nas conseqüências... Quero cantar só para ti,

Intento louco, mas te escutarei declamar seu amor?

Como o temo, como temo machucar-te as asas, anjo da minha ilusão.

E apenas te ouço, sem ver, sentindo teu toque na tua voz,

Sentindo a minha alma na tua alma, o meu amor no teu amor.

E tento tocar tua face enquanto dormes, para não te despertar... Sonha!

Soprando baixinho em teu pescoço para te provocar... Beijo tua boca!

E nesse sonhar tão apaixonado, tentas tocar teu anjo... Apenas tua.

Desperta os desejos de quem respira pela alma do poeta...

A insanidade domina meu corpo agora... Querer-te é meu pecado?

Não escondo mais,dominas meu corpo e coração... Roubar-te-ei para mim!

E nesse misto de sonho e realidade declamo-te a poesia que sinto agora!

Veste meu espírito com teu amor, doa-o para mim...

E apenas te faço meu namorado, secreto, e só meu...

Desejo-te

Adoro-te

Quero-te

Amo-te!

05/05/2005 (22:47)

May 15

Essa poesia é em homenagem ao meu amigo Altemir, que faz aniversário hj e eu esqueci... Mas Parabéns Alter! Adoro você! =O*

Para um amigo que chora

 

Doce amigo, se a dor toma conta de toda sua alma, agora.

Se toda a escuridão que você temia passa a ferir teus olhos.

E se as lágrimas condoídas teimam em cair...

Escuta o apelo daquela que consegue ouvir teu choro escondido.

 

Solitário, sei que nenhuma mão caridosa pode te tirar das profundezas.

E sua dor aumenta. Por que seu mundo teve que desmoronar agora?

Nem toda carícia do mundo consegue te   tocar, coração de pedra que chora.

E onde está todo o sentido que você dava a sua vida?

 

Vontade de fugir de tudo. Apenas para esquecer e não doer mais.

Responsabilidade... Apenas você será culpado agora.

Mas você não tem nenhuma culpa... Está fora de seu alcance.

Você ainda tenta, mas até quando vai agüentar?

 

A vida escorre como grãos de areia por entre seus dedos.

Você jamais poderá ter controle algum sobre ela… É o seu horror!

Mas se ela se esvair, sua alma se destrói sozinha ali.

E você sonha com a vida que levava a pouco, a vida cega e alegre!

 

E a raiva que você não consegue conter mais?

O sangue parece escorrer junto com cada uma das lágrimas.

Seu coração tão quente se gela, pois o sofrimento destrói tudo.

Palavras tão belas apenas o aquecem por segundos. Não dói agora!

 

Porém, amigo, eis a palavra amena que teu coração espera.

Daquela amiga que queria poder abraçar seu sofrer.

Secaria cada uma de suas lágrimas com a doçura de um anjo

E roubaria parte de sua dor por não querer te ver sofrer.

 

Em doces sonos tento reconfortar teu espírito que chora

Mas que não posso chegar perto e tenho que soltar tua mão

E te ver em queda livre para esse escuro que sua vida se transformou.

Não sou teu anjo mais quero te livrar dessa maldição.

 

Então escuta meu conselho e feche os olhos na hora que doer mais.

E tente pensar apenas nas partes que te deixam alegre na vida.

A tristeza passa, meu amigo, e lágrimas escorrem com dor.

Mas se essa é sua prova ame-a como jamais amou!

May 13

Uma poesia refeita ano passado... Ela é antiga e muito extensa, mas é uma das poucas com um tipo de refrão! Meio sádica na minha opinião. Parabéns para quem chegar até o fim! =O*

Marcas da morte

 

Escravo da sua própria mente

A alma corrompida por um olhar sem brilho

O coração dilacerado, o fim da inocência

O corpo mutilado guarda as cicatrizes

 

Sonhos fazem seu corpo arder na auto-flagelação

A mente doente corrói sua própria vontade

O sangue escorre dos olhos, porta da sua dor

Sua cabeça dói ao ver seu sangue negro jorrar

 

Por que você sangra, doce garoto?

Quem colocou a navalha em suas mãos?

Mostre-me quem comanda sua mente insana

E eu te levarei ao meu mundo onde você será o mestre

 

Seu choro ácido faz sua face doer

Você não se importa de rastejar e sofrer

Implora para que seu sofrimento aumente

Só com a dor você se sente vivo

 

Sua vida não era completa, era um vestígio apenas

Alguém solitário e sem passado, alguém triste

E os amigos que você nunca teve criaram sua cicatriz

A enorme cicatriz em seu coração, que se abriu com seu beijo puro

 

Por que seus pulsos sangram, jovem garoto?

Quando foi que sua dor começou?

Conte-me seus sonhos, sua esperança, sua dor

E eu te levarei ao meu mundo onde você será o mestre

 

Ninguém o entende, ninguém pode entendê-lo

Apenas um anormal andando pelas ruas sem ser visto

Um anjo, que mesmo com as asas quebradas

Com o coração destuído era puro ao amar

 

Seu amor puro fazia seu coração doer

Punhos marcados para sempre num corpo sem alma

Uma alma que você doou para quem tocou seu coração

Para quem te fez sangrar de amor em uma nova ilusão

 

Por que seu coração sangra, amado garoto?

Quando você perdeu sua última ilusão?

Mostre-me quem te corrompeu, quem roubou tua inocência

E eu te levarei ao meu mundo onde você será o mestre

 

Seu toque mostrava sua timidez, seu medo

Quais segredos você guardaria em sua mente isolada?

As marcas da morte que você carrega em seu corpo

São apenas as feridas de um profundo amor?

 

Os falsos amigos que rondam sua mente riam

Enquanto você caia e sentia os joelhos queimarem

E rastejava para que a dor jamais terminasse

Para poder encontrar –se dentro da sua própria escuridão

 

Por que seus joelhos sangram, cético garoto?

Quando a dor começou a te trazer a esperança?

Mostre-me suas marcas, as marcas da morte

E eu te levarei ao meu mundo onde você será o mestre

 

Na sua queda para as sombras que te puxavam

Você pode conhecer o significado de confiar

Mas sua confiança era ainda inocente e cega

Aquele que te deu a mão te jogou em sua prisão de trevas

 

As lágrimas limpam seu rastro sujo pelo obsceno

Você na agüenta mais tanta pressão, seu corpo dói

Sedam-lhe com mais pílulas e amarram seus pulsos feridos

Mas horror é necessário para criar um universo real

 

Por que seus olhos não brilham, observador garoto?

Quem te expôs a tamanha pressão?

Mostre-me quem traiu sua confiança

E eu te levarei ao meu mundo onde você será o mestre

 

Sua esperança e fé se esvaem na tentativa do fim

Um cruel amor te prendeu a essa realidade dolorosa

Você reza e clama pelo fim da dor

Para que possa sentir esse amor hipócrita novamente

 

Sua cabeça resignada e imóvel lateja de saudade

Da dor provocada por um sentimento que você não entende

O medo de que sua ilusão termine faz você adormecer

E em sonho você é liberto com um beijo

 

Por que seus lábios sangram, sensível garoto?

Quem ensinou-lhe a prece dos ateus?

Conte-me sua história de amor e chore em meu colo

E eu te levarei ao meu mundo onde você será o mestre

 

Exausto, palavras não saem mais de sua boca

Seu único desejo é se libertar e viver de uma lembrança

A lágrima sincera que corre agora chora o sangue

O sangue que jorra de seu coração apaixonado

 

A mesma verdade que o prende na escuridão

É a verdade que te faz levantar do confinamento

É a verdade que te coloca a navalha na mão

É a verdade que te trás coragem de fugir de tudo

 

Por que suas mãos estão geladas, covarde garoto?

Quem te ensinou que fugir é a melhor saída?

Mostre-me a verdade que coloca a arma em sua mão

E eu te levarei ao meu mundo onde você será o mestre

 

Antes da cartada final, em choro desesperado você se lembra

Lembra do amor em um beijo roubado e proibido

Outra vez a ferida é aberta e suas lágrimas viram o sangue

Você corta os pulsos para se sentir vivo pela última vez

 

O amargo sabor da liberdade clama a você pelo fim

Uma mente doente obedece ao chamado do medo

A dor da mente, que nunca irá parar, faz o extermínio se concluir

E uma carta com desculpas cai ensangüentada

 

Por que não sento sua respiração, morto garoto?

Quem te condenou a esse amor cruel e proibido?

Conte-me em sussurros para quem são suas desculpas

E eu te levarei ao meu mundo onde você será o mestre

 

Jamais entenderei o heroísmo na hora do seu adeus

Jamais entenderei sua coragem em pedir desculpas

Jamais entenderei seu ato desesperado de paixão

E jamais entenderei porque me apaixonei por você

 

A sua doce lembrança é o que me mantém viva

Seu olhar assustado e tímido me faz querer te encontrar

Perdi seu amor e sua compreensão para sempre

A saudade é o veneno que me mata aos poucos

 

Por que minha alma sangra, amado garoto?

Quando eu comecei a te amar assim?

Mostre-me o caminho para te encontrar

E eu te levarei ao meu mundo onde você será o mestre

 

E agora que não posso mais te sentir

A falta que sua compreensão me faz, dói

E é meu coração que sangra e minha alma que corrói

A alma que te pertencia e que você me entregou em um beijo

 

E a vida não faz mais sentido sem sua ilusão

O anjo de asas quebradas pelo qual me apaixonei

Vele meu sonho eternamente doce anjo obscuro

E eu te levarei ao meu mundo onde você será o mestre

 

28/01/04      18:05

May 10

Outra das tentativas frustradas de poema surrealista... Mas o q vale é a intenção... Mas eu gostei desse poema tb... Ficou legalzinho rsrsrs! =O*

Noite

 

Lua escondida atrás da nuvem cinza.

Chuva, fina, fria, fresca, caí lá fora.

Escuridão que remete ao romantismo.

Mas esse tempo já passou, não é agora.

Doces sonhos de menina a brincar.

Mas não era você? Seriam sombras?

E a face oculta? O que esconde?

Lâmpadas fortes pra iluminar a rua.

Milhões de chaves, pequenas, novas e sábias...

Mas o que elas abrem? Não há portas!

Corra! Não olhe para trás! Ela não está mais aqui!

Fuja! Será que não me escuta?! Fuja daqui!

Mania nervosa... Morde seu dedo indicador.

Onde estão os anéis? Perderam-se para sempre! Que triste!

Lábios rachados... Sede, sedenta... Um beijo.

Não se assuste... É só uma brincadeira... Volta a dormir!

Paz, tranqüilidade... Mas é noite e a lua chora!

Não dá para dormir... Ouça as vozes que gritam! Dói!

Tenho medo! Mas não há mais um motivo... Quero você!

Choro ácido e sem sentimento... Sonha comigo!

Limpe os vidros para poder enxergar lá fora!

Mas onde estão as janelas? Escondidas, pregadas, intocáveis?

Ouça agora as ondas... Vai vem... Vem vai... Quero ir brincar!

Olha é noite... Isso já acabou! E não irá mais clarear!

O sol morreu? Ora não faça perguntas tolas! Vá dormir!

Tolices! Mas veja aquela estrela, ela é negra... Não pode brilhar!

Estrela negra, estrela morta, mas ela também sonha!

Esfrega os olhos, já é tarde... A cabeça dói! Vou dormir.

Não! Ele está aqui ainda, não é hora.

Noite que se acaba... Veja, namorados ainda se beijam.

Mas a noite tem fim!

Frestas de luz roubam a privacidade.

Morta, lua, caia aos pés.

Como arde! Esta luz deve sumir.

Não! Não quero que você abra essa janela!

Cerre-a! Não deixe o sol entrar! Quero o escuro!

Quem pode entender? Ela não tem medo da noite?

Fazer o que? Mais um ato insano e ela será medicada!

Outra vez... Feche a janela! Meus olhos doem!

Mas espere... O céu está escuro!

É acho q vai chover!

 

12/03/2005 (03:06)

 

May 08

Hoje decidi postar o poema q eu mais gostei de todos que escrevi até hj Foi uma tentativa surrealista Tá, eu sei q não deu certo, mas eu tentei Esse é bem novo! =O*

Realidade

 

Lua escondida por detrás das nuvens.

Quarto escuro, nada brilha.

Estrela de cristal, estrela nova.

Pisca. Pisca. Pisca. Mas não ouve

Ou será que não vê

Rua negra, o quarto está vazio.

Andar perdido, som de gargalhadas.

Olhar que sangra, mas nem é vivo.

Pisca. Pisca. Pisca. Será o sono

Ou será que não quer dormir

Chuva de água quente, chuva ácida.

A janela está fechada  Cerre-a agora, estou mandando!

Bolinhas de sabão em sua face.

Blink. Blink. Blink. Mas porque dura pouco

Ou será que não somem jamais

Sono, sonho, segredo.

Fugir agora, mas não dá mais tempo.

A chuva está caindo, agora não pode mais sair.

Blink. Blink. Blink. São gotas de chuva no vidro da janela

Ou será que o fantasma da realidade também te assombra

 

10/03/2005   (18:12)

May 07

O poema q eu escrevi no dia q saiu a lista da UNIFESP e eu não passei... apesar de ser triste ele tem um pouco de esperança... Não é tão niilista pq é novo! =O)

Rainha do fracasso

 

Eis que o choro compulsivo é inevitável

Apenas o medo do mundo que te fere

Arma de destruição de um coração que desiste de bater

Daquela que não consegue vencer seu fracasso.

Quantos poemas manchados de lágrimas de sangue?

Quantas noites passam apenas na companhia da sua própria escuridão?

Agora já sabes o que o mundo quer te mostrar

Fracassar novamente tem o sabor muito amargo e rançoso

O sabor quase tão horrível quanto o de lágrimas corrosivas

Esse é a grande ode as suas perdas

Que, numerosas, marcam a maior parte de sua historia doentia.

Apenas com a derrota se aprende a querer uma vitória

Mas a vitória nunca chega, é apenas sonho, ilusão

De um coração apaixonado, que busca o fim da dor eterna

A dor que te domina desde que você aprendeu a viver

Porém ninguém pode te ensinar as lições de um derrota justa

Quando o mundo é injusto e feito de medo

O medo que habita tua alma na hora mais escura de felicidade

Porque a felicidade não te pertence, é apenas a passagem

Passagem sem volta para o mundo de amargura e sofrer

Fracasso, fracasso e outra vez o fracasso.

Dedique sua vida a ser o melhor perdedor, o que se acostuma

Pois seu coração tem que parar de sangrar por um instante ao menos

E nesse instante, quando toda a dor parar, busque o amor

O amor acima de qualquer outra coisa

Na tentativa frustrada de alcançar forças inimagináveis

A única força que você precisa para tentar denovo

Mesmo sabendo que a dor de sua próxima derrota será maior

Mesmo sabendo que sua alma não agüenta mais

Mesmo sabendo que o seu corpo clama pelo fim

Em apenas um segundo, busque toda a paixão de uma alma corrompida

Entre seu coração destruído que te pede para parar

Destrua o maior dos seus medos

E pare de chorar por dentro, você está sozinha

Não clame por eles em vão, a culpa é sua, Rainha do fracasso

Princesa das perdas, Mestre dos erros.

Em seu único momento de paz busque a ultima gota de esperança

Sorva-a rapidamente, para que você a encontre

E nesse momento de destruição, retome a paixão da alma

E morra por ela, viva por ela.

03/02/05      18:14

May 06

Hj, em homenagem ao aniversário da minha Franguinha (minha irmã, a Juliana) vou postar o poema q ela mais gosta!! Parabéns Ju! =O*

Sobre ela

 

Vou destruir o seu orgulho com meu ódio

Vou desmascarar sua face com minha dor

Vou fazer de meu sofrimento um show

Para fazer doer a sua realidade.

 

Você se sente poderoso ao mostrar a sua perfeição

Enquanto rega a vida dela com sangue e mágoa,

Você se diverte com seu mórbido vício, seu prazer sádico

De vê-la em constante queda para a escuridão de uma alma destruída

 

Sua vida brilhante não pode ter sentido para ela.

Nunca puderam perceber, mas Lea não é como você e jamais será

Você quis que ela crescesse à sua sombra, em sua humilhação

Enquanto você ria do tom melancólico das suas palavras mais doces.

 

Vou destruir o seu orgulho com meu ódio

Vou desmascarar sua face com minha dor

Vou fazer de meu sofrimento um show

Para fazer doer a sua realidade.

 

Seu senso de justiça condenou-a para sempre a esse modelo bizarro

E qual foi o motivo que te levou a condená-la?

Ela apenas era o que foi criada para ser

Uma marionete de seu egocentrismo sádico, apenas mais um brinquedo.

 

Os seus jogos conseguem manipulá-la, mas a verdade surge.

O niilismo dela ainda te incomoda, ela tinha de ser você.

E o isolamento foi inevitável, sua imaturidade pediu isso

Você então corrompeu seu coração, e ri ao ver os olhos sem brilho.

 

Vou destruir o seu orgulho com meu ódio

Vou desmascarar sua face com minha dor

Vou fazer de meu sofrimento um show

Para fazer doer a sua realidade.

 

Você se diverte ao ver os ataques de loucura da mente insana dessa criança

Sua inocência roubada, destruída faziam suas distorções brilharem

Você a tornou apenas a sombra de seu prazer doente

Manipulou-a com mentiras, mas errou ao encobri-la com um véu fino.

 

A raiva tocou-a quando o sangue escorreu de suas mãos

A marca deixada em seu coração é eterna, a cicatriz sempre vai queimar

E ela ainda chora em busca de seu próprio eu

Entre os mortos aos quais foi condenada por seu ódio.

 

Vou destruir o seu orgulho com meu ódio

Vou desmascarar sua face com minha dor

Vou fazer de meu sofrimento um show

Para fazer doer a sua realidade.

 

E agora você não quer mais falar sobre ela

Que apenas passou por seu mundo sem deixar marcas

Sobre ela, que você não se lembra por se ocupara apenas do sofrimento.

Sobre ela, que odiou sem ter amado.

Sobre ela, que foi o seu objeto de manipulação doentia.

Sobre ela, que falava o que você não queria ouvir.

Sobre ela, que apenas observava o mundo para enxergar a verdade.

Sobre ela, que morreu sem ter vivido.

Sobre mim.

 

14/02/03  19hrs 

May 05

Hj não vou postar um poema meu... Vou postar um poema q me toca como nenhum outro! é um poema de F. Filho! O mais lindo e mais doce de todos q eu já li =o*

Feitio de Oração.

 

Os versos permitem-me te ter,

E (em pensamento) beijo o teu corpo – despido - de todo o pudor.

Tenho desejos que nunca havia sentido,

Ávido por teus toques, beijos e afagos...

Apenas paro, penso, sonho e me envolvo.

Sei que não devia, mas quero...

Sei que é improvável, mas tento.

E salto como um louco sem pára-quedas.

Não sei se é certo ou errado, apenas faço.

Não tenho medo do futuro, apenas vivo o presente,

E hoje o maior presente que posso ter é você,

Que me alimenta as noites, às vezes insanas,

Muitas vezes insanas, sempre insanas.

Conseqüências? Para que temê-las,

Se o medo delas nos impede de viver!

Busco o toque de teus beijos no tom da tua voz,

Pois é só isso que eu posso ter de você (no momento).

Mas sinto-a entrando macia em meus ouvidos

Como se fosse bálsamo a aliviar a dor da minh’ alma.

E num intento sublime busco o teu ser no meu ser,

A tua boca na minha boca e o teu olhar no meu olhar.

Mas não consigo encontrá-la, pois és ausente...

És ausente? Mas como se te sinto tão perto?

Como se meus dias são devotados a ti?

E percebo que estás na água da chuva,

Que cai e molha meu corpo,

Como quem acaricia minha pele.

E sinto o teu cheiro nas flores,

Que de ti roubaram o perfume.

E sinto tua força no sol,

Que aquece meus dias frios.

Assim, vou tendo tua presença,

E devoto-te toda a minha fé,

Pois tu és o anjo sublime

A quem venero com todas as minhas forças

E elevo todo o meu AMOR!!!!!!

 

 
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