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10月12日 Hoje me deu vontade de escrever isso. Uns falaram que me auto-puno nesse poema... tb despertou sentimentos de medo... Mas escrevo como eu me sinto e tava assim!Apenas mais uma noite negra
Dedos ávidos tocam esse piano imaginário que compõe tua música. Unhas negras passeiam pelo lábio cortado pelo frio... Mas nem o vento continua a soprar... Coração congela, mais uma vez... Desejo insano, cortado... Palavras duras e feras... Sequer sentia? Lágrimas ainda dançam na alma, sem jamais escorrer... E era para ser assim? A culpa é apenas minha? Como acontece? Num sonho anjos me cantam a realidade... Mas ela nunca aparece... Pois sempre termina pesadelo... Nunca tem fim. E as linhas tortuosas que dividem a sua sanidade se soltam... Para onde olhar agora? Para onde correr? E cantaste em sonho o meu medo? Mas era tudo tão ilusório... E quem começou a jogar assim? Pele rasgada, punição ideal. E a estrela já não pode te nortear e querias teu brilho? Talvez seja outro sonho de medo... Ou nada disso seja real. E me pedes o fim de algo sobre o qual não há controle... E perco a sanidade e a lucidez, perdi a ti, doce anjo de meu cantar. Nunca vai dar certo... Nunca será real... Mas vês, não te peço realidade, apenas o cintilar dessa ilusão. Não te peço a vida nem a alma que roubaste... Só te peço a verdade... E a pureza de um amor vago... Desiludido... Dói tanto. E querias que fosse assim? Como outra adaga na chaga aberta? E o sorriso tímido escondido entre os cabelos que ainda teimam em cair... Face encoberta que mostra uma mente de mistérios... Tão solitário. E a música se compõe mais forte agora... Como em uma destruição! Ah! Melodia intensa leva ao prazer extremo... E fecha os olhos... Toca mais rápido... Teclas soam fortes como seu coração! E alguma vez a batida dele se alterou? Frieza nesse olhar pálido! Em uma lembrança talvez de outra vida... Mas está muito distante, escuta! A onda bate outra vez... Aliteração no alterar de tua alternância, interna... Mais um poema de dor, ou mais uma música de melodia fraca... Só conhecida por aqueles que encaram a morte, com medo... Tenho medo! E sua voz não canta mais, porque ela podou a maior realidade... Não sinto mais... Não quero mais sentir... Olha lá hein?! Ode ao teu desprezo... Só mais uma vez, em versos de confissão tola. E é noite outra vez... Mas faz barulho outra vez... Tampe os ouvidos e tente ouvir o ar entrar em seu pulmão... Bate! Solta... Oco! Escute a música da solidão... Com a voz mais doce para te ninar! Sempre será assim... Sangra... Corrói... Arde... Mas é só seu medo outra vez... Medo de ouvir ou de viver? Medo de estar ou de querer? E controla o desejo como uma marionete de papel... A faca não machuca. E o poeta só chora no poema... Teclas brancas não brincam mais... Suor! Cansado da música... Muito forte... Muito barulho... Pise com mais força... Destrói o piano... Caído sobre as teclas, chora... Noite negra! Amar negro, doença negra... Lábios negros... Apenas sangram... E me conta a verdade no sonho de hoje... Faz-me lembrar... E destrói a dor... Apenas mais uma noite negra! 12/10/2005 (01:09)
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